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Vamos Servir!

domeuricoVamos servir, Jesus manda servir! É a grande expressão do mandamento do amor, que transborda do Coração Amantíssimo de Jesus na noite santa em que Ele se dá inteiramente na instituição da Eucaristia, perpetuada pelo sacerdócio ministerial, dom de amor, para sempre fazer presente o memorial de sua morte e ressurreição até o fim dos tempos. Vamos servir, Jesus manda servir e o Papa Francisco, apesar de não ser imitado por poucos, nos dá o testemunho com a sua vida simples, sem triunfalismos ou sem arroubos de autossuficiência.

Não podemos resistir à sua palavra, nascida do seu exemplo: “Compreendeis o que vos fiz? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque o sou. Se eu pois, Mestre e Senhor, vos lavei os pés, deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que, como eu vos fiz, assim também vós devais fazer.”

No início do Evangelho desta noite santa de quinta-feira santa, Jesus assegura a sua condição divina, o Pai lhe colocara em suas mãos todas as coisas, é o Rei do Universo. Saíra de Deus e a Deus iria voltar, ressoado no hino que São Paulo entoa na Carta aos Filipenses (2,5-11) recomendando-nos a ter os mesmos sentimentos de Cristo, que se fez escravo, obediente até a morte e morte de escravo, a morte de cruz.

A escravidão, a pior das submissões contrapondo-se ao senhorio, que se pretende deus, como nosso pai Adão na sua revolta contra o Criador – “sereis, como deus” disse a serpente. O escravo devia fazer para o seu senhor as coisas mais humilhantes, como o lavar os pés do seu senhor, pena dos castigos mais cruéis, a morte humilhante da cruz.

Hoje também temos a escravidão, talvez de forma mais sofisticada, como a submissão moral, a repulsa social, a recusa do perdão, inclusive para o penitente, pela absurda razão de “não posso perder a autoridade e o poder do mando”.

Jesus deu-nos o exemplo, sendo submetido ao poder arrogante dos chefes do povo, dos sacerdotes, dos homens da lei do povo eleito e à arrogância e medo de perder o cargo, do governador dos gentios dominadores. Ele nada respondeu às acusações, somente afirmou para ambos sua condição divina.

Esse momento deve nos levar a uma profunda reflexão sobre nossa vida à luz deste preceito da caridade, tanto para nós que vivemos em comunidade e que devemos ser solícitos às necessidades dos irmãos, como também para aqueles a quem foi conferido o dever (não o privilégio) da autoridade, a quem cabe distribuir com justiça os bens da natureza e a punição dos delitos, em vista do bem comum.

O exemplo de Cristo vai bem mais longe. Se lermos atentamente, vamos observar que, em tentativa misericordiosa, lavou e osculou os pés do traidor, como, no Horto, não recusou o seu beijo, lançando um último apelo à conversão.

Nossos tempos estão difíceis, a vingança e o ódio enchem as páginas de nossos jornais e mancham de sangue a tela dos televisores, e não passa desapercebida nem mesmo nas hostes eclesiásticas. Até politicamente se colocou o ódio entre os cidadãos, filhos da mesma pátria e, para a qual cada um dentro com suas possibilidades deveria trabalhar e contribuir para seu engrandecimento. Mesma atitude nos meios religiosos, não se considerando somente as diferenças de credo, mas entre nós mesmos. Não sabemos perdoar. Não sabemos amar. Muitos não querem enxergar a revolução do Papa Francisco que nos pede misericórdia e não punições por perversidade.

O mestre da Lei, questionando a Jesus e questionado por ele, teve a graça de afirmar a similaridade dos dois preceitos, do amor a Deus e do amor ao próximo, quando Jesus lhe respondeu que tinha dito bem e estaria próximo do Reino.

E aqui, parafraseando o apóstolo João na sua Carta, podemos sentir em muitas pessoas, e em nós mesmos, que é muito fácil dizer que amamos a Deus e que amamos ao próximo, mas nossa vivência não condiz com essa afirmação. Quantos que tem jurisdição, vivem sorrindo para esconder a sua perversidade, vivem uma vida somente voltada para perseguir os irmãos e irmãs?

Onde está a caridade, aí também está Deus, cantamos na solenidade desta noite santa, assim também, durante a cerimônia do lava-pés, o texto joanino: “Nisto todos hão de reconhecer que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros, como eu vos amei.”

Em todos os tempos na Igreja há testemunhos desta vida de caridade, de amor de serviço e de perdão. Também nos nossos dias, Maximiliano Kolbe, que se ofereceu para morrer pelo irmão condenado à morte pela fome. Tereza de Calcultá que, enquanto cuidava das chagas de um leproso, ouviu a arguição de um passante: “por dinheiro nenhum eu faria isso” e ela humildemente respondeu: “também eu”, porque seu coração era impelido por uma razão que tudo supera, o amor. São João Paulo II perdoa publicamente quem o ferira para tirar-lhe a vida. O sangue dos mártires continua a correr pelo chão, vítimas do ódio, como o do beato Oscar Romero em defesa dos pobres e abandonados.

Este amor, que levou Cristo a perpetuar a loucura da cruz no sacramento eucarístico, “no qual se consome o próprio Cristo e nosso coração se enche de graça e nos assegura o penhor da glória futura”, deve impregnar nosso coração, fazendo-nos ultrapassar da beleza da contemplação do sacramento para a vida real do amor que se expressa no serviço, tornando-nos praticantes da Palavra e não simples ouvintes, como ensina o apóstolo Tiago, enganando-nos a nós mesmos. Ninguém tem maior amor que aquele que dá a vida por seu irmão. E continuando o hino quaresmal com que iniciamos, continuemos, “Ele serviu ao Pai e aos seus irmãos. Quero acolher Senhor tua Palavra, seguir o teu exemplo”.

Dom Eurico dos Santos Veloso

Arcebispo Emérito da Arquidiocese de Juiz de Fora, MG.

Coletânea de Trabalhos da Pró-Saúde é lançada na Hospitalar 2013

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Está sendo distribuída no estande da Pró-Saúde na Feira e Forum Hospitalar 2013 a coletânea de artigos produzidos pela equipe do Projeto Tocantins, responsável pela gestão de 17 hospitais estaduais no período de setembro de 2011 a janeiro de 2013.

São dez textos na área de Gestão e Assistência Hospitalar  escritos por profissionais que atuaram no Projeto Tocantins, selecionados pelo Coordenador Operacional na Pró-Saúde TO, Allan Jacqueson Barbosa Lobo. Na foto, o Administrador Hospitalar com as colegas da Pró-Saúde, enfermeira Rejane Almeida e administradora Ivete Borges, autora de um dos artigos publicados aqui no Blog.

 

O fim e o começo: renovação, superação e conhecimento

“Agora é tempo de findar etapas e fazer isso cheios de gratidão a todos os que venceram conosco um grandioso trabalho” convoca Allan Jacqueson Barbosa Lobo, coordenador operacional TO dos hospitais Dona Regina, Tia Dedé, Miracema, Hospital Geral Público de Palmas e Hospital Infantil Público de Palmas, administrados pela Pró-Saúde.

Em mensagem otimista dirigida aos colaboradores da organização social, o administrador hospitalar convida à reflexão sobre os desafios superados, ao final do contrato de gestão de 17 hospitais públicos estaduais.

 Allan Jacqueson Barbosa Lobo, Graduado em Administração com habilitação em Administração Hospitalar pelo Centro Universitário São Camilo/SP, Pós-Graduado em Gestão de Micro e Pequenas Empresas pela Universidade Federal de Lavras/MG, Pós-Graduado em Didática do Ensino Superior pela Faculdade Capixaba de Nova Venécia/ES, Pós-Graduado em Acreditação – Qualidade em Serviços de Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais/MG é Coordenador Operacional da Pró-Saúde TO dos Hospitais: HMP Dona Regina Siqueira Campos, Hospital Geral Público de Palmas, Hospital Infantil Público de Palmas, HMIP Tia Dedé e Hospital Regional Público de Miracema. 

 

Confira  a íntegra do texto:[prettyfilelink src=”http://prosaudetocantins.org/wp-content/uploads/2012/09/Artigo-Allan-1.docx” type=”doc”]Artigo Allan (1)[/prettyfilelink]

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Parto normal: a natureza se encarrega; mamãe e bebê agradecem

As vantagens psicológicas e físicas do parto natural para mães e filhos são explicadas pela médica Merielle Barbosa Lobo no artigo que defende “a melhor forma de dar à luz, embora a cesariana seja indicada em determinados casos”. Com experiência de obstetra, atuando em três hospitais administrados pela Pró-Saúde, a médica alerta para os altos índices de partos cirúrgicos no país, bem acima da taxa dos 15% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

São realizadas 39% de cesarianas, muitas desnecessárias, segundo dados de 2002 do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc), lembra ela. Para para reverter esse índice, o Ministério da Saúde lançou uma campanha a favor do parto normal, explica Merielle. “Os benefícios do parto normal são inúmeros, tanto para a mãe como para seu bebê. Vão desde uma melhor recuperação da mulher e redução dos riscos de infecção hospitalar até uma incidência menor de desconforto respiratório do bebê”, justifica.

Para os recém-nascidos, diz a Dra. Merielle “o início das contrações é uma espécie de aviso de que sua hora de nascer está chegando. Assim, ele se prepara melhor para esse momento e terá menos problemas de adaptação na vida fora do útero materno”, acrescenta, defendendo ainda o parto natural como melhor forma de dar à luz pelo estabelecimento do vínculo afetivo entre mãe e bebê, “inclusive com a presença do pai ou de um familiar, oportunidade única do primeiro contato e de iniciar o aleitamento materno ainda em sala de parto”, conclui a médica. 

O Coordenador Operacional da Pró-Saúde no Tocantins, o administrador hospitalar Allan Jacqueson Barbosa Lobo, enfatiza que, “apesar da evolução tecnológica e do avanço do conhecimento, ainda morrem mulheres por falta de orientações durante a gestação, parto e pós-parto, sem contar nos bebês que nascem e não chegam ao primeiro ano de vida”. E acrescenta: “cuidar da mulher, especialmente da gestante e da criança é uma das metas da ONU – organização das Nações Unidas, e o parto normal contribui muito para redução de complicação e redução da mortalidade materna e da criança”

Leia a íntegra do artigo: [prettyfilelink src=”http://prosaudetocantins.org/wp-content/uploads/2012/08/Artigo_Dr.a._Merielle.pdf” type=”pdf”]Artigo_Dr.a._Merielle[/prettyfilelink]

 

Merielle Barbosa Lobo, graduada em Medicina pela Universidade Iguaçú/RJ, Especialista/Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo Ministério da Saúde /Maternidade Municipal Leila Diniz e Hospital Municipal Raphael de Paula e Souza/Rio de Janeiro/RJ, Especialista em Emergência Obstétrica ALSO, Advanced life Suport in Obstetrics, CRM Tocantins,  é médica do Hospital e Maternidade Pública Tia Dedé, em Porto Nacional /TO, médica do Hospital e Maternidade Pública Dona Regina Siqueira Campos em Palmas/TO e  médica do Hospital Yutaka Takeda em Carajás/PA.

 

Salário Emocional como ferramenta motivacional em ambientes de crise

“Um dos grandes desafios da gestão de pessoas no mundo corporativo é administrar as formas pelas quais as políticas institucionais buscam atender às necessidades de seus recursos humanos. O pagamento do salário em termos monetários já é considerado insuficiente” considera a psicóloga Patrícia Jaen, gerente de Recursos Humanos da Pró Saúde TO, que aborda aqui o salário emocional, “como ferramenta motivacional em ambientes de crise”. 

“A insegurança e a ansiedade diante da antecipação do encerramento do contrato vêm afetando a motivação dos colaboradores” reconhece Patrícia, ao se referir ao Hospital Geral de Palmas, onde a área de Gestão de Pessoas busca neutralizar os efeitos negativos do momento de transição. 

A psicóloga defende outros fatores que podem aumentar a motivação dos colaboradores, tais como: estabelecimento de metas claras, processo de comunicação transparente e disposição das lideranças para acolher sua equipe. “Quando existe a preocupação com esses benefícios indiretos, o retorno para tal investimento advém com a maior integração da equipe e comprometimento com resultados. Assim, eles podem vir a ser satisfatórios, ainda que em ambientes turbulentos” garante Patrícia.

Leia a íntegra aqui.[prettyfilelink src=”http://prosaudetocantins.org/wp-content/uploads/2012/08/Artigo_-Salário-Emocional-como-ferramenta-motivacional-em-ambientes-de-crise-1.doc” type=”doc”]Artigo_ Salário Emocional como ferramenta motivacional em ambientes de crise (1)[/prettyfilelink]

Patrícia Jaen é graduada em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, tem MBA em Gestão de Pessoas pela Universidade Cruzeiro do Sul e é gerente de Recursos Humanos da Pró Saúde TO.

 

Desafios da gestão da saúde pública: uma contribuição da Presidente da Federação Peruana de Administradores de Saúde

A Dra. Luz Loo de Li, médica e Presidente da Federação Peruana de Administradores de Saúde presta uma contribuição ao nosso Blog com uma reflexão sobre os ‘Desafíos de la gestión en salud pública, política sanitaria, diversidad e interculturalidad en salud’. 

Para Allan Jacqueson Barbosa Lobo, Coordenador Operacional da Pró-Saúde Tocantins, que trabalhou com a médica em um projeto da Pró-Saúde em Lima no Perú, “é uma honra publicar um artigo algo escrito por essa médica que vem contribuindo de forma significativa não só para as mudanças na saúde pública peruana, como também para a América Latina”.
 
Luz Loo de Li, médica cirurgiã, licenciada pela Universidad Nacional Mayor de San Marcos, especialista em Administração de Saúde pela Universidad Peruana Cayetano Heredia, Professora da  Universidad Peruana Cayetano Heredia, Asaessora do Ministério da Saúde do Peru é Presidente da Federación Peruana de Administradores de Salud – FEPAS.
 
Leia a íntegra do artigo: [prettyfilelink src=”http://prosaudetocantins.org/wp-content/uploads/2012/08/Artigo-Dra.-Luz-Loo.pdf” type=”pdf”]Artigo Dra. Luz Loo[/prettyfilelink] 
Leia também:

 

 

A paixão faz a diferença

Em uma mensagem oportuna para iniciar a semana, o administrador hospitalar Allan Jacqueson Barbosa Lobo propõe encarar as crises como oportunidades de superação. E faz um convite à reflexão sobre trabalho, paixão e entusiasmo.

Coordenador Operacional da Pró-Saúde TO dos Hospitais Dona Regina, Tia Dedé, Miracema, Hospital Geral Público de Palmas e Hospital Infantil Público de Palmas, ele considera que a escolha profissional pela atuação na saúde compreende mais do que o preparo acadêmico. “Trabalhando em uma ou para uma instituição que presta serviços de saúde, nada foge a regra, pois requer, além de dedicação a uma excelente formação acadêmica, respeito às normas, hierarquias, e principalmente às pessoas, é necessário gostar do que faz, sentir prazer no que está sendo realizado. Pois quem escolheu trabalhar nesta área lidará com o sofrimento alheio, que precisa ser respeitado, entendido e sobretudo amado em sua dor”, justifica Allan. 

E garante: “Os profissionais que integraram ou integram o Projeto da Pró-Saúde nos dezessete hospitais públicos e no escritório central do Tocantins, deixaram seus estados de origem, suas famílias e muitos os relacionamentos afetivos, não somente pelas suas expertises, mas principalmente pela paixão a profissão e trabalho que escolheram, orgulho de ser colaborador da Pró-Saúde!”

 Allan Jacqueson Barbosa Lobo, Graduado em Administração com habilitação em Administração Hospitalar pelo Centro Universitário São Camilo/SP, Pós-Graduado em Gestão de Micro e Pequenas Empresas pela Universidade Federal de Lavras/MG, Pós-Graduado em Didática do Ensino Superior pela Faculdade Capixaba de Nova Venécia/ES, Pós-Graduado em Acreditação – Qualidade em Serviços de Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais/MG é Coordenador Operacional da Pró-Saúde TO dos Hospitais: HMP Dona Regina Siqueira Campos, Hospital Geral Público de Palmas, Hospital Infantil Público de Palmas, HMIP Tia Dedé e Hospital Regional Público de Miracema.

Confira  a íntegra do texto:[prettyfilelink src=”http://prosaudetocantins.org/wp-content/uploads/2012/08/AllanBarbosaLobo.doc” type=”doc”]AllanBarbosaLobo[/prettyfilelink]

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Relação médico e paciente: uma dor pra se curar

A relação entre médico e paciente, apesar de sua complexidade e das influências externas – tais como o excesso de informações atualmente disponíveis sobre a saúde – pode ser aperfeiçoada. E a aproximação humana é um caminho. É o que propõe o médico Cesar Bortoluzo em seu artigo.

“O paciente, ou cliente, espera do médico que lhe apresente objetivamente uma causa para seu desconforto e uma solução concreta, material e, de preferência, simples, que lhe doa menos do que a doença. Nessa troca de informações e impressões entre os dois, há várias barreiras a criar possibilidades de desencontros e desfechos desagradáveis”, afirma.

Para o especialista em urologia e gestão de sistemas de saúde, devem ser consideradas as diferenças culturais que dificultam a compreensão da linguagem técnica. “Aprender a ‘língua do povo’ é mais fácil para o médico que, apesar de vir geralmente das elites culturais e econômicas, pode e deve se aproximar” defende Dr. Cesar. “Fazer o paciente e sua família entenderem a doença e o tratamento é o mais difícil, porque a escola o ensina a falar e pensar tecnicamente, para ter prestígio entre os pares, mais do que saber se comunicar com seu objeto de atenção, o paciente”, admite ele.

“Trabalhar a humanização do atendimento, o acolhimento dos pacientes, a receptividade às queixas do doente e da família e o conforto físico decente fazem parte de todos os processos de atenção à saúde, seja nos hospitais ou nos ambulatórios de atenção primária”, afirma.

Segundo Bortoluzo, “há condições objetivas a serem criadas, mantidas e aperfeiçoadas. Há, acima de tudo, a disposição de servir e a atitude de conseguir mais do que a cura, muitas vezes impossível, chegar ao maior objetivo da arte médica.”

Leia o artigo na íntegra: [prettyfilelink src=”http://prosaudetocantins.org/wp-content/uploads/2012/08/ARTIGO-Cesar-Bortoluzo.pdf” type=”pdf”]ARTIGO – Cesar Bortoluzo[/prettyfilelink]

César Bortoluzo, Médico Urologista graduado pela Faculdade de Medicina da USP, Especialista em Cirurgia Geral pelo Hospital das Clínicas-FMUSP, Especialista em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia e Especialista em Gestão de Sistemas de Saúde pela Fundação Getúlio Varga (MBA) é Coordenador Médico e Responsável Técnico pelo Escritório Central da Pró-Saúde Tocantins.

 

Aprovação do usuário ajuda a melhorar o Programa de Atendimento Domiciliar

A enfermeira Roseli Lopes de Melo Padua analisa em artigo (abaixo) os resultados da Pesquisa de Satisfação do Usuário na gestão do Atendimento Domiciliar oferecido a pacientes do HGPP, que ela coordena. E defende o monitoramento da reação da comunidade para a melhoria desse serviço pioneiro no Tocantins implantado pela Pró-Saúde, que vem atendendo pacientes adultos atendidos no hospital por traumatismo, acidente vascular cerebral, entre outros casos.

Para o coordenador Operacional TO dos Hospitais da Capital/Metropolitana, Allan Jacqueson Barbosa Lobo, o programa de internação domiciliar foi um sucesso principalmente pela excelente seleção da equipe multiprofissional. O PID , implantado em dezembro de 2011 conquistou o 3o. lugar no 8o. Prêmio Nacional da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares para Allan. (Leia mais aqui.)

O Atendimento Domiciliar tem respaldo legal e é caracterizado “por um conjunto de ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação prestadas em domicílio, com garantia de continuidade de cuidados e integrada às redes de atenção à saúde”, segundo o Ministério da Saúde. Com uma equipe multidisciplinar e focado na prevenção, oferece ao paciente e à sua família a possibilidade de individualização da assistência, aumentando sua participação em algumas situações de cuidado à saúde, que eram de responsabilidade única das instituições.

 “A avaliação de satisfação do usuário sobre o atendimento geral do PID apresenta grande relevância, uma vez que a comunidade é a razão da sua existência e deve ser identificada como sujeito capaz de avaliar e intervir, modificando o próprio sistema” afirma a enfermeira.

E observa: “Ao analisar os gráficos este mês, observo uma melhoria geral de toda a equipe, em que o ótimo prevaleceu em toda especialidades, além de observar vários outros benefícios proporcionados pela pesquisa, como percepção mais positiva dos clientes quanto ao programa, informações precisas e atualizadas quanto às necessidades dos clientes, relações de lealdade com os cuidadores, baseadas em ações corretivas e confiança desenvolvida em função de uma maior aproximação com doente e família”.

Para a enfermeira, “a Pesquisa de Satisfação do Usuário tem hoje como objetivo geral nortear o processo de trabalho, tornando-se importante por dar voz àquele que faz parte de todo o processo e que é a peça fundamental na assistência: o cuidador.”

Roseli Lopes de Melo Padua é graduada em Enfermagem pela Universidade do Vale do Sapucaí (UNIVÁS), Pouso Alegre/MG, Pós-Graduada em Terapia Intensiva pela Faculdade de Enfermagem do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, Pós-Graduada em Enfermagem Oncológica pelo Centro Internacional de Ensino e Pesquisa AC Camargo, em São Paulo, atualmente é Coordenadora do Programa de Internação Domiciliar do Hospital Regional Público de Palmas Dr. Francisco Ayres, no Tocantins.

Confira a íntegra do artigo: [prettyfilelink src=”http://prosaudetocantins.org/wp-content/uploads/2012/08/Artigo-RoseliPDI.doc” type=”doc”]Artigo RoseliPDI[/prettyfilelink]

Confira aqui o cronograma de capacitação do PID:[prettyfilelink src=”http://prosaudetocantins.org/wp-content/uploads/2012/08/cronograma-do-projeto.doc” type=”doc”]cronograma do projeto[/prettyfilelink]

Amamentar, ato natural e sustentável

O ato de amamentar está em plena sintonia com um desafio contemporâneo: o da sustentabilidade. É o que explica o médico Glauco Miranda, Diretor Técnico do Hospital Materno Infantil Público Tia Dedé, no artigo aqui compartilhado. “É sustentável, pois diminui o gasto de água para preparar os alimentos; não gasta combustível para esquentar o leite; não produz poluição; diminui a fabricação de produtos plásticos, como chuquinhas e mamadeiras” justifica o especialista em Ginecologia e Obstetrícia que integra a equipe da Pró-Saúde responsável pela gestão de 17 hospitais públicos estaduais do Tocantins.

Dr. Glauco defende a necessidade dos profissionais conscientizarem as mães sobre o aleitamento materno, tanto pelas vantagens para a saúde da mulher e da criança, quanto do ponto de vista da gestão das políticas públicas. “Devido a todas vantagens citadas acima é que a instituição Hospital Materno Infantil Tia Dedé, de Porto Nacional – TO, abraçou a ideia de Hospital Amigo da Criança, sabendo que essa política é uma maneira sustentável e salutar de ajudar a população portuense a melhorar sua saúde e sua expectativa de vida”, conclui.

O Coordenador Operacional da Pró-Saúde para a capital e região metropolitana tocantinense Allan Lacqueson Barbosa Lobo, propôs à equipe o registro do legado desses meses de gestão e ficou entusiasmado  com o retorno: Estimular a equipe a escrever é reconhecer e confiar no potencial dos liderados; a participação de médicos na elaboração desses artigos demonstra a sintonia de uma equipe multidisciplinar”, declara.

Confira a íntegra do artigo do Dr. Glauco. Compartilhe e comente!

[prettyfilelink src=”http://prosaudetocantins.org/wp-content/uploads/2012/08/Artigo-REVISADO-Dr.-Glauco1.docx” type=”doc”]Artigo REVISADO – Dr. Glauco[/prettyfilelink]

Saiba mais e compartilhe também outros artigos da equipe da Pró-Saúde:

Maria Beatriz Fernandes Rosa, Implantação do Processo de Enfermagem como subsídio para a Certificação Hospital Amigo da Criança – segundo Dra. Wanda de Aguiar Horta. Leia aqui.

Lafaete Teixeira Jr. e Ivete Silveira Borges, Higienização Hospitalar, mitos e verdades. Leia aqui.

Flávio Marcosini de Souza, Dez passos para ser Hospital Amigo da Criança. Leia aqui.