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Marcus Wächter: experiência e paixão pela gestão hospitalar

O gaúcho Marcus Henrique Wächter, Diretor Operacional da Pró-Saúde no Tocantins, é formado em Administração de Empresas, pós-graduado em Administração Hospitalar, Administração e Planejamento para Docentes e Mestre em Saúde Pública com ênfase em epidemiologia. 

Com o peso desse currículo, Marcus já dirigiu hospitais de médio e grande porte no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e até em Angola, na África. De 1995 a 2002, ele coordenou o projeto dos Hospitais Comunitários do Estado do Tocantins, liderando a assessoria técnica à área de saúde do Governo Estadual, como responsável pela coordenação da gerência de 15 hospitais. A experiência pioneira e bem avaliada pela população tocantinense credenciou Marcus a retornar a Palmas em 2011, a convite da Pró-Saúde, quando a organização social foi credenciada para cuidar do novo contrato de gestão de 17 hospitais estaduais.

Nos últimos anos, Marcus vinha se dedicando ao estudo das modalidades de Parcerias Público e Privadas (PPPs), tendo participado do desenvolvimento de um projeto para a ESSALUD, em Lima, capital peruana. Mas suspendeu as atividades para retornar ao estado que conheceu há 22 anos. “O ano era 1990 e o mês agosto”, relembra Marcus que, junto com a mulher e o filho, decidiu conhecer o mais novo estado brasileiro, onde morava o irmão Walter, engenheiro civil. “Viajamos de Porto Nacional a Palmas pelos desvios, pois a maioria dos trechos da estrada ainda estava sendo asfaltados”, lembra. “Palmas era um canteiro de obras só. O único prédio público que havia era o da Secretaria de Obras. Os demais, inclusive o Palácio do Governo, estavam em construção. Lembro bem que o Banco Basa funcionava em um trailer” acrescenta. 

 Surpresa também para a família Wächter, que deixava o frio Rio Grande do Sul, foi o clima. “Essa foto (abaixo) é do Vini se refrescando em uma caixa térmica” explica Marcus, sorridente, ao explicar o que faz um bebê dentro do isopor, na casa do tio, onde só havia gente grande.

Retornando ao Tocantins dois anos depois, o avanço da cidade e crescimento no número de habitantes impressionaram o administrador. “Meu irmão já residia em Palmas e nos mostrou a cidade e seus projetos, nos encantando com tamanho empreendedorismo” admite, mostrando o registro (abaixo) da visita a uma Palmas em obras, antes da construção da Usina Luiz Eduardo Magalhães e da formação do lago.

O menino Marcus Vinícius, que aparece na foto acima com o pai em uma das obras tocadas pelo tio, acabou estudando Medicina e passou o mês de abril estagiando no HGPP. Ele e as duas irmãs vieram a Palmas diversas vezes para matar as saudades do pai, que não pôde trazer a família. A esposa do Marcus, que é advogada, vem todos os meses, se dividindo entre a capital tocantinense e o Rio Grande do Sul. “A saudade é grande, mas a alegria e satisfação de trabalhar num projeto desta magnitude me anima a prosseguir”, admite.

Nas poucas horas livres, o passatempo acabou se integrando à paisagem, como explica Marcus: “Gosto muito de pescar. A proximidade com o lago e a piscosidade são os ingredientes ideais”. E um lugar especial? “A praia da Graciosa” declara, sem titubear, lembrando que “todo o ano, no mês de julho, era montada uma estrutura muito grande na margem oposta do Rio Tocantins, tão logo o rio baixasse e deixasse desnudar as areias brancas da praia”.

 

 

 

Enquanto trabalha junto à SESAU na transição da gestão dos 17 hospitais para o Governo do Estado, Marcus se despede dos amigos e dos colegas. Admite que vai sentir saudades. “As pessoas aqui do Estado são muito hospitaleiras e recebem a todos de uma forma especial” confirma. 

Para Marcus, o estado está situado numa posição privilegiada no Brasil e a união entre saúde e educação vem trazendo mudanças para as cidades que, segundo ele, “poderão incrementar ainda mais a economia, uma vez que Palmas já é um pólo para os vizinhos, oferecendo muitas oportunidades de negócios”. E destaca outro pioneirismo: na área da saúde, foi o primeiro estado brasileiro a aprovar lei de parceria com Organizações Sociais ainda no ano de 1995.

 A foto de 1998, em Palmas, registra uma confraternização de colaboradores da Pró-Saúde. “Seis desses profissionais retornaram ao projeto e hoje compõem o grupo de 2.927 contratados diretamente pela Pró-Saúde no Estado”, explica Marcus.

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